sábado, 26 de maio de 2012

Atividades com textos

  
 Imagem encontrada na internet
Escrita de textos instrucionais: regras de brincadeiras

Objetivos
Com este trabalho, pretende-se que os alunos sejam capazes de:
- Falar e ouvir em diversas situações nas quais faz sentido expor opiniões, ouvir com atenção, sintetizar idéias, defender pontos de vista e replicar;
- Perceber as propriedades da escrita: letras como representação de fonemas, direção da escrita, combinação das letras, formas e tipos de letras;
- Ler e escrever diversos tipos de textos em situações comunicativas específicas;
- Valorizar o resgate das brincadeiras, comparando-as no espaço e no tempo

Ano2º ano

Tempo estimado10 aulas

Introdução
Alfabetizar significa muito mais que simplesmente ensinar a traçar letras ou decodificar palavras. Este plano de aula propõe, através do tema "brincadeiras: ontem e hoje", atividades em que a criança possa se apropriar do sistema de escrita, ao mesmo tempo em que vai conhecendo a linguagem escrita, ou seja, os diversos tipos de textos presentes na sociedade. Os alunos vão pesquisar brincadeiras da infância de seus pais, farão votação para determinar as brincadeiras preferidas de ontem e de hoje e produzirão textos com instruções sobre essas brincadeiras para divulgação em cartazes na escola.

Material necessárioCartolina, papel sulfite, lápis de cor/cera e canetas coloridas.

Desenvolvimento
1ª Etapa
Faça com as crianças um roteiro de entrevista para que pesquisem junto aos pais e familiares as brincadeiras de seu tempo de infância. Essa pesquisa pode conter perguntas como: "Quais eram as brincadeiras preferidas quando você era criança?", "Quais eram as regras dessas brincadeiras?" ou "Quantas crianças podiam participar?". Solicite que algumas leiam a pesquisa para a classe e que outras contem de memória o que os pais explicaram sobre suas brincadeiras de criança;


2ª EtapaSelecione algumas brincadeiras pesquisadas para, na lousa, junto com as crianças, elaborar as instruções que explicam as brincadeiras escolhidas. Dessa forma, você estará mostrando às crianças um modelo de texto que deve atender a certas condições de produção para atender um objetivo específico;

3ª Etapa
Agrupe as brincadeiras comuns numa lista e peça que cada dupla de alunos escolha uma brincadeira que será divulgada para as outras turmas da escola por meio de um cartaz com o nome da brincadeira e o jeito de brincar;


4ª Etapa
Faça com os alunos uma lista de brincadeiras atuais, colocando-as em ordem alfabética;

5ª Etapa
Faça um cartaz com as crianças no qual conste, de um lado, os nomes das brincadeiras de hoje e, de outro, das brincadeiras de antigamente. Organize a divulgação do cartaz na escola;

6ª Etapa
Elabore uma cédula (mimeografada, xerocada ou impressa) da qual constem as brincadeiras levantadas pelos alunos e faça uma votação para escolher três delas; Junto com as crianças, faça a apuração das mais votadas, colocando na lousa o levantamento dos dados;

7ª Etapa
Divida a classe em três grandes grupos: cada grupo deverá elaborar as regras de cada brincadeira mais votada. Cada grupo será subdividido em duplas que organizarão suas regras no caderno;

8ª Etapa
Escreva na lousa as regras das três brincadeiras selecionadas. Para cada brincadeira, as duplas darão, oralmente, suas contribuições que serão negociadas com a classe toda até se chegar ao texto final que melhor esclareça as regras das três brincadeiras selecionadas;9ª EtapaEstabeleça uma data, um espaço e os materiais necessários para que as crianças coloquem em prática as três brincadeiras escolhidas e comparem-nas com as instruções dadas por escrito: estão claras? seguem o passo-a-passo da brincadeira? ajudam na organização? quais modificações devem ser feitas nos textos, tendo em vista sua eficácia no desenvolvimento das brincadeiras selecionadas?10ª EtapaFinalizando a atividade, organize junto com as crianças cartazes com cada uma das três brincadeiras mais votadas e suas regras. Estes cartazes deverão ser afixados fora da sala de aula para divulgação do trabalho.

Produto final
Escrita de cartazes com regras de brincadeiras para ser divulgadas na escola


Avaliação
Ao longo do desenvolvimento da atividade, é possível avaliar como o aluno:
a) utilizou a linguagem (oral e escrita) em determinadas situações nas quais faz sentido falar, ouvir, ler ou escrever;
b) discutiu oralmente;
c) colaborou com o grupo no roteiro de pesquisa com os pais;
d) organizou individual e coletivamente os dados coletados na pesquisa;
e) escreveu as regras das brincadeiras, negociando com os colegas a elaboração das instruções;
f) trabalhou os aspectos gráficos e os elementos lingüísticos dos textos trabalhados: lista, texto de instruções e cartaz.
g) elaborou sínteses escritas para divulgação do trabalhos através de cartazes;
h) relacionou suas hipóteses de escrita com as propriedades da escrita convencional, quando foi necessário ajustar o que fala ou ouve com o que precisa escrever.

Aprofundamento do conteúdo
Este trabalho propõe uma articulação entre as duas aprendizagens que a criança em início de alfabetização precisa empreender: o conhecimento do sistema de escrita alfabético e a linguagem escrita expressa em vários textos presentes na sociedade. Assim, todas as crianças deverão estar envolvidas em todos os momentos do trabalho, mesmo aquelas que ainda não escrevem convencionalmente. Neste caso, o professor deve ser intérprete e, às vezes, escriba da produção do aluno. A atividade proposta trabalha com três tipos de textos, a saber:

LISTA

- texto com palavras do mesmo campo semântico com uma disposição gráfica vertical ou horizontal. Texto que procura organizar informações e que exercita a memória. Ao lado deste conhecimento textual, pode-se contribuir para que a criança vá conhecendo as características do sistema de escrita, se forem sendo estabelecidas comparações no que se refere ao conhecimento/uso de letras como representação de fonemas, a direção da escrita, a distribuição das unidades gráficas das palavras (quais e quantas letras em cada vocábulo; quais iniciam com a mesma letra, quais têm a última letra igual, etc), as formas e tipos de letras;

TEXTO INSTRUCIONAL
- que prescreve ações/orientações precisas para a realização de tarefas, no caso, as regras de brincadeiras infantis: nome da brincadeira, lista de quantas pessoas e/ou materiais usados (se for o caso), modo de brincar (com uso de verbos no imperativo que é o modo da ordem ou pedido);

CARTAZ
 - possibilita registrar e divulgar as sínteses feitas pelos alunos no decorrer do trabalho. O cartaz é um tipo de texto breve sobre cartolina ou cartões cuja organização espacial no papel (diagramação, cores, tamanho de letras) deve permitir a leitura à distância.

Bibliografia
JOLIBERT, Josette. Formando crianças produtoras de texto. Volume II. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994
KAUFMAN, Ana Maria e RODRIGUEZ, Maria Elena. Escola, leitura e produção de textos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995
TEBEROSKY, Ana. Aprendendo a escrever. Perspectivas psicológicas e implicações educacionais. São Paulo: Ática, 1994



 Livro de parlendas preferidas

Objetivos - Favorecer situações de escrita com base em textos memorizados.
- Possibilitar a reflexão sobre o sistema alfabético.

Conteúdo
- Escrita. Anos 1º e 2º anos. Tempo estimado Nove aulas.

Material necessário
Livros de parlendas, canetas coloridas, giz de cera, lápis preto e letras móveis.

Desenvolvimento
1ª etapa
Apresente parlendas aos alunos e conte que farão um livro com esse tipo de texto para apresentar aos demais colegas da escola. Leia uma delas, pergunte se conhecem outras e inicie a escrita de uma lista coletiva das conhecidas. Leia outras e acrescente à lista.
Flexibilização para deficiência intelectualEncaminhe para o aluno algumas parlendas como lição de casa para que a família o ajude a memorizar partes da história e os títulos.

2ª etapa Divida a classe em grupos. Distribua um conjunto com as letras móveis necessárias para a escrita da parlenda para cada grupo da sala. Peça que contem quantas letras receberam e confirmem a quantidade. Retome a parlenda oralmente e anuncie qual será o primeiro trecho a ser escrito. Enquanto observa as produções, faça perguntas que promovam a reflexão sobre a própria escrita: "Com qual letra começaram a escrever o trecho da parlenda?", "O nome de algum aluno pode ajudar nessa escrita?". Peça que leiam o que escreveram - essa intervenção é fundamental para que ajustem a fala à escrita.

3ª etapa Forme duplas para a escrita de outra parlenda. A escrita será em conjunto, por isso cada criança deve colocar uma letra de cada vez, anunciando ao parceiro o que já está escrito para que este dê continuidade. Distribua as letras e relembre oralmente a parlenda. Faça intervenções: "Quantas letras deve ter esse pedaço?", "Com qual letra deve terminar o verso?". Peça que leiam cada trecho escrito para que reflitam e reorganizem as hipóteses iniciais.
Flexibilização para deficiência intelectual Coloque o aluno com uma das duplas e considere os conhecimentos dele ao realizar esse agrupamento.

4ª etapa Após a escrita das parlendas, crie com a turma o título da coletânea, escrevendo-o no quadro negro. 5ª etapa Monte os livros e distribua-os aos alunos. Peça que cada um coloque seu nome, inicie a ilustração da capa e escreva o título combinado. 6ª etapa Proponha a escrita coletiva do convite para o lançamento do livro, destinado a alguma turma da escola. No dia marcado, divida a sala em grupos. Cada um recitará uma parlenda. Produto final Livro com parlendas eleitas pelo grupo.

Avaliação
Observe se os alunos aprofundaram seus conhecimentos a respeito do sistema de escrita. Eles reviram suas escolhas com base nas intervenções e da parceria com os colegas?
Consultora Clélia Cortez
Formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Vale expor no local de trabalho...

Imagem encontrada na internet
Oração Nossa - Oração na Empresa

Senhor ensina-nos a orar, sem esquecer o trabalho.
A dar, sem olhar a quem.
A servir, sem perguntar até quando...

A sofrer, sem magoar, seja quem for.
A progredir, sem perder a simplicidade.
A semear o bem, sem pensar nos resultados...

A desculpar, sem condições.
A marchar para frente, sem contar os obstáculos.
A ver sem malícia...
A escutar, sem corromper os assuntos.
A falar, sem ferir.
A compreender o próximo, sem exigir entendimento...
A respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração.
A dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxas de reconhecimento...
Senhor, fortalece em nós, a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros, para com as nossas próprias dificuldades...
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo que não desejamos para nós...
Auxilia-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será, invariavelmente, aquela de cumprir seus desígnios onde e como queiras, hoje, agora e sempre.
(Chico Xavier)

sábado, 7 de abril de 2012

Sugestões para trabalhar problemas de violência na sala de aula


O professor poderá trabalhar com vários recursos, buscando que o aluno compreenda que as mãos não são para bater.

 Recursos:

Texto: "As mãos", utilizando luvas para dramatização (pode ser luva cirurgica).


As mãos

Era uma vez uma solitária mão.
Ela era muito triste.
Ela queria fazer um som, mas não conseguia
Ela sabia fazer uma porção
Como contar de 1 a 5 - 1, 2, 3, 4, 5.
Sabia dizer você.
Sabia dizer tudo bem?
Mas continuava muito triste.
Porque o que ela queria era fazer um som.
Mas não conseguia.
Até que um dia ela encontrou bem pertinho
Uma outra mão, que também queria fazer um som
Mas não conseguia.
Que sabia contar: 1, 2, 3, 4, 5.
Sabia dizer você.
Sabia fazer figa, desejando boa sorte.
Sabia dizer: pare
Sabia dizer: tudo bem?
Sabia dizer: tchau.
Mas mesmo assim continuava muito triste.
Porque o que ela mais queria era fazer um som.
Mas não conseguia.
Mas um dia, de repente, as duas se encontraram.
Se aproximaram, se mostraram, se tocaram e escutaram um som:
Parabéns pra você...

                                            Desconheço o autor (se alguém souber, é só indicar)

 - Após a dramatização do texto com luvas, o professor poderá realizar interpretação; convidar os alunos para efetivar os movimentos; desenhos do texto em forma de história, além de outros.

 - Fazer a contagem da história: 


 Disponível na internet

- O trabalho com o livro possibilita várias explorações: interpretação, produção de mural com desenhos das mãos dos alunos, sendo que ao lado é interessante que eles escrevam o que podemos fazer com as mãos e o que não podemos; produção de texto; ditado criativo (colocar em uma caixa ou sacola objetos relativos o que podemos fazer com as mãos); fazer listagem de outras formas de se resolver conflitos; produzir diferentes desenhos com as mãos, como por exemplo, de animais (pode ser utilizado pingos de tinta). Além dessas atividades, o professor poderá trabalhar com os alunos muitas outras. O importante é sempre destacar que "as mãos não são para bater".

 - Dando continuidade, convidar a turma para assistir o vídeo bem como para realizar os movimentos da música: "As mãos" de Patati e Patatá (disponível no You Tube). Após, trabalhar a letra da música de forma lacunada.

 - Aproveitar para trabalhar questões de higiene.

 - Realizar dinâmica de "amigo secreto" com mensagem, utilizando desenho das mãos.

 

 
 





P. S. : Neste blog tem muitas outras sugestões para o professor trabalhar este tema, como: o Vídeo Convivência, a Oração da Serenidade, Projeto Valores etc.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mensagem de abraço

Este cartão vai para todas as pessoas que visitam meu cantinho. Muuuuuito obrigada, de coração.

Em breve estarei postando uma proposta para trabalhar os problemas de violência na sala de aula. É muito boa, garanto. Aguardem!!!!


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CONVIVÊNCIA

Oração da Serenidade para ensinar aos alunos



  “Eu seguro minha mão na
sua, uno meu coração ao seu,
para que juntos possamos fazer aquilo que sozinho
eu não consigo.
Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para
aceitar as coisas
que não posso modificar,
coragem para modificar
aquelas que posso e
sabedoria para
distinguir umas
das outras.
FORÇA! FÉ! ALEGRIA!
 A imagem foi encontrada na internet
O Jardim Encantado


                                                  
 Imagem encontrada na internet

História participativa:
            A história que segue é participativa porque nós seremos os personagens. Todos nós vivenciaremos esta história em conjunto. Cada pessoa vai participar mais ativamente num determinado momento. E vocês certamente saberão quando é a vez de vocês e o que vocês terão que fazer.

O Jardim Encantado:
            Era uma vez um jardim encantado. Neste jardim havia muitos canteiros. E em cada um deles havia flores de todos os tipos, tamanhos, cores e os mais variados e deliciosos perfumes. Além destas características, cada flor possuía um cordão de uma única cor.
            Neste jardim encantado não chovia, embora todas as flores necessitassem de muita água para viver. Por não chover no jardim encantado, as próprias flores desenvolveram a capacidade de se transformar em jardineiras. Assim elas sobreviviam, regando umas às outras, e com gotas de água de diferentes tipos.
            Havia no jardim encantado umas gotas de água que se chamavam OLHAR CARINHOSO. Estas gotas eram produzidas pelas flores dos balões de cor AZUL. Todos os dias, de manhã bem cedinho, as flores dos balões de cor AZUL se transformavam em jardineiras e regavam cada uma de suas amigas com as gotas chamadas de olhar carinhoso. Quando elas passavam, o jardim encantado silenciava. Ninguém falava, ninguém ria. Todas as flores em silêncio, recebiam a sua quantidade necessária de gotas de olhar carinhoso para viver aquele dia.
            Uma outra espécie de gotas de água chamava-se PALAVRAS DE ÂNIMO. Estas gotas eram produzidas e distribuídas pelas flores dos balões de cor VERDE. Da mesma forma como as anteriores, estas espalhavam com as companheiras palavras de ânimo, que eram sussurradas no ouvido de cada flor do jardim.
            Diariamente, todas as flores precisavam de gotas de água chamadas UM APERTO DE MÃO. Estas gotas eram produzidas e distribuídas pelas flores dos balões de cor LILÁS. A certa altura do dia, elas se transformavam em jardineiras e espalhavam apertos de mão carinhosamente para cada uma das flores.
            As flores do jardim encantado também eram regadas com gotas conhecidas por CARINHO NO ROSTO. Quem produzia e distribuia eram as flores dos balões de cor AMARELA. Também elas, diariamente, cumpriam sua função de jardineiras, alimentando as amigas.
            Havia ainda umas gotas muito especiais que as flores jardineiras precisavam muito. Elas eram produzidas e distribuídas pelas flores dos balões de cor VERMELHO. As gotas que elas distribuíam chamavam-se ABRAÇO CHEIO DE AMOR.
            E assim as flores do jardim encantado viviam felizes. Todas davam e recebiam as gotas necessárias para viver numa troca ilimitada. E as flores do jardim encantado viviam muitos anos esbanjando cores e formas lindas até desaparecerem felizes para dar lugar às novas flores que nasciam diariamente. Logo elas passavam a dar e receber as gotas especiais que faziam daquele jardim um lugar encantado.

Cores dos Balões:
  • azul: olhar encantado;
  • verde: palavras de ânimo;
  • lilás: um aperto de mão;
  • amarelo: carinho no rosto; 
  • rosa: abraço cheio de Amor 
  •  
  • Fonte: encontrei esta dinâmica no blog  http://graciela-diriopedaggico.blogspot.com/2010/06/dinamica-do-jardim-encantado.html (foi feita uma pequena alteração).